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Dica 01


Em sistemas intensivos de manejo de braquiárão, com uso de rotacionado, o ideal é entrar com o gado a 25 cm de altura e sair com 15 com, para pastos adubados.

 

A pergunta seria: devemos considerar a altura do capim para introduzir os animais no pasto, ou apenas a idade fisiológica (tempo de vedação), 20, 30, 40, 60 ou 90 dias de descanso ou em crescimento livre?

 

A resposta depende de múltiplos fatores pois temos que considerar o crescimento diário do capim (taxa de crescimento), que depende do clima; da eficiência de colheita, que, por sua vez, depende da categoria animal, estado fisiológico do animal, taxa de lotação da pastagem; da densidade de forragem, que depende do estado de conservação da pastagem, adubações, hábito de crescimento do pasto (ereto, decumbente, prostrado); dentre outros fatores. Porém, a partir de alguns índices ou parâmetros, é possível definir o melhor momento de iniciar o pastejo.

 

Um dos conceitos trata da estrutura da pastagem ou condição do pasto, que poderia ser resumida em VOLUME ou DENSIDADE VOLUMÉTRICA, ao invés de somente altura. Acontece que, a altura apresenta relação direta com a massa de forragem quando o manejo é baseado nas características fisiológicas da planta (Carnevalli, 2009).

 

A relação entre a MASSA de forragem e a altura origina a densidade volumétrica da pastagem, dada em Kg MS/ cm.ha .

 

Por exemplo, a densidade volumétrica do CAPIM MOMBAÇA, acima da altura do resíduo, é de 70 a 80 Kg MS/ cm.ha (Bueno, 2003;

 

Difante et al, 2009; Voltolini, 2006); o capim braquiárão, em torno de 220 Kg de Matéria Seca de forragem/ cm por ha. Esse valor depende de alguns fatores, como a fertilidade do solo, adubação nitrogenada, altura de resíduo do pastejo anterior, densidade das touceiras na área, % de folha no dossel.

 

Em contrapartida, para calcular o período de ocupação, em rotacionado intensivo, desconsideramos o crescimento do pasto (períodos curtos de ocupação de 3 a 5 dias). Portanto, leva-se em conta apenas a eficiência de pastejo.

 

MÁRCIO SENA PINTO

Eng Agrônomo pela ESALQ-USP 1984

 

MURILO ALVES PORTO MESCHIATTI

Eng Agrônomo, Doutorando ESALQ-USP

 

DICA 2

 

Pastos na altura de entrada correta, com bom teor de folha no dossel, possuem em média de 70 a 80 % de eficiência na colheita na forragem.

 

Quando começamos a aumentar a altura do dossel, a eficiência começa a cair, pois as perdas com amassamento e bocado aumentam muito. Por exemplo, pastos diferidos de inverno possuem em média 30 % de eficiência no pastejo.

 

A tabela abaixo demonstra a diferença de composição da forragem quando se ultrapassa o ponto de colheita do capim.

 

Fonte: Prof. Dr Flávio Augusto Portella Santos, ESALQ-USP.

 

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Dá para perceber que ao aumentar a altura do pasto em apenas 10 cm, o teor de folhas (que nos interessa pelo valor nutritivo) não aumenta, aumenta apenas material morto e hastes.

 

Sendo assim, não há necessidade de esperar a pastagem acumular mais massa, ela pode e deve ser utilizada antes.

 

MÁRCIO SENA PINTO

Eng Agrônomo pela ESALQ-USP 1984

 

MURILO ALVES PORTO MESCHIATTI

Eng Agrônomo, Doutorando ESALQ-USP

M.SENA PINTO ?SERVIÇOS DE AGRONOMIA ME

CNPJ 24.344.664/0001-36

Eng Agrônomo Márcio Sena Pinto ? RNP 260113788-6

marciosenap@gmail.com 0xx62 981 15 80 80

www.senapinto.com.br

 

DICA 3 -

 

Quanto à altura de saída dos bovinos das pastagens, importam 3 fatores:

? Pastejos muito severos (Ex: pastejar o braquiárão a 5 cm), diminui drasticamente o

Índice de área foliar residual e o numero de meristema apical (decapitação pelo

animal). Ambos os pontos prejudicam a rebrota.

? Pastejar pouco, (Ex: braquiárão a 20 cm), gera uma colheita menos eficiente.

? Quando a desfolha começa a baixar de 40 %, começa a diminuir o consumo diário dos

animais, como demonstra o gráfico abaixo, de Mezzalira ? 2010.

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Portanto, a altura de saída estipulada, depende do planejamento da fazenda.

 

Ou seja, caso o desejo seja maior GMD por animal, trabalhe com altura de saída de 40 % de rebaixamento da altura de entrada.

 

Caso queira aumentar a lotação na área, trabalhe com rebaixamento de 60 % da altura de entrada.

 

MÁRCIO SENA PINTO

Eng Agrônomo pela ESALQ-USP 1984

 

MURILO ALVES PORTO MESCHIATTI

Eng Agrônomo, Doutorando ESALQ-USP